Lucarocas a Arte de Ser

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MEMÓRIAS DA DA MINHA HISTÓRIA 

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O CRACHÁ DO ENCONTRO

 

            A vida nos permite estradas para caminhar, e nem sempre são as que queremos seguir, mas a natureza nos convida a experimentar caminhos e registrar passagens.

            Fui caminheiro de estradas várias, e por onde passei deixei oportunidade de votar. Assim me ensinou meu pai, circense de muitas praças e vários caminhares.

            Nem sempre nos recordamos das marcas que deixamos. Às vezes deixamos sorrisos, saudades e esperanças, outras vontades tristezas e partidas. O certo é que deixamos marcas que não recordamos, mas como as deixamos, há sempre alguém para rememorar a nossa história.

            Nessa semana tive uma dessas surpresas do passado: uma imagem de um crachá de um encontro literário do tempo que eu era pioneiro na serigrafia (silkscreen). Quem me passou foi o Túlio Monteiro que, segundo ele: “relíquia que eu guardo até hoje, meu caro.”

            Estudante da UECE – Universidade Estadual do Ceará, Túlio Monteiro, assim como eu, transitávamos nos corredores do CH – Centro de Humanidades da UECE na Avenida Luciano Carneiro, em Fortaleza, cheios de vontades de transformar o mundo, nem que fosse o nosso, ou o da literatura. Éramos sonhadores da realidade.

            O Crachá refere-se ao XII ENEL – Encontro Nacional de Estudantes de Letras que tinha como tema: A Língua como libertação do oprimido, e aconteceu no período de 27 de julho a 03 de agosto de 1991.

            Impresso em serigrafia, onde as letras eram montadas com “Letra Set” em papel vegetal para criar o filme que seria levado para o processo de revelação da tela. Tudo ainda muito rudimentar, mas trazia a essência da arte e da poesia. Arte criada pelo Lucarocas que colocava na sua marca uma boca e um coração: boca simbolizava a palavra e o coração a poesia. O restante a imagem fala por si só.

            O encontro foi maravilhoso. Naquela época se conseguiu representantes de quase toda a nação brasileira, cerca de duas mil pessoas. Todos os estudantes ficaram hospedados no CH da UECE numa acolhida de improviso e afeto, em uma plena harmonia que só as letras eram capazes de gerar.

            O Encontro teve como idealizadores centrais o poeta Chico Miranda, Túlio Monteiro, entre outros. Houve palestras do Sânzio de Azevedo, Carlos Dália, Jesus Correia, Delberto Landim e outros pensadores da literatura.

            Não recordo exatamente das minhas participações no Encontro, mas só a feitura do crachá me qualificou para uma das melhores passagens da minha história de vida literária.

            Grato Túlio pela lembrança. Que venham outras memórias.

 

Lucarocas a Arte de Ser

 

Fortaleza, 20 de junho de junho de 2021.